Marcadores de Gênero na Linguagem Cotidiana

Na live do dia 07 de novembro de 2020, recebi Meg Heloise para falarmos sobre Marcadores de Gênero na Linguagem Cotidiana. Através da apresentação de um panorama histórico da língua portuguesa desde a sua formação, Meg demonstrou como os marcadores de gênero se apresentam vestidos e desnudados de poder de maneira imperceptível nas nossas falas cotidianas, seja através do olhar para um determinado gênero como “o outro”, seja pela negação de sua humanidade. Com exemplos clássicos e claros retirados da fala cotidiana, apresentou sugestões maneiras práticas de usar essa percepção de modo positivo.

Meg Heloise é mulher preta, poeta, feminista, professora de língua português licenciada em Letras Vernáculas e empreendedora. Mas isso não diz tanto sobre ela quanto o que Laís Andrade, que me reconectou com Meg depois dos tempos de universidade, escreveu:

“Meg é água, quando ama transborda e quando a gente demonstra amor por ela, ela transborda até pelos olhos. O silêncio dela é um grito ensurdecedor.
Meg não costuma se enganar sobre as situações e as pessoas, quando ela diz que tem algo estranho, eu me afasto porque é só questão de tempo. Meg escolhe caminhos que respeitam as narrativas e silêncios dos outros e toma muito cuidado para não machucar corações e entrelinhas no percurso, é bonito ver e sentir esse zelo. Todo mundo sabe que ela ensina lingua portuguesa mas ela não corrige a gente ortograficamente se a gente não pedir.
Foi ela quem me ensinou sobre pretuguês e (Ori)entação, e com esses dois conceitos eu aprendi a não esperar dela correções e sim amorosos conselhos. Meg me lembra oxum, beleza, riqueza, mistério e intensidade. Ela é um ícone de beleza e elegância, tudo isso com muita humildade, tem dúvidas? Bote o nome dela no Google.” (a parte do Google é resenha interna delas 😀 )

Referências e Recomendações:

BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. 8. ed. São Paulo: Hucitec, 1997

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1960a.
__. O segundo sexo: a experiência vivida. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1960b.

BUTLER, Judith. Relatar a si mesmo. Crítica da violência ética. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade 1. A vontade de saber. Tradução de Maria Thereza da Costa Guilhon Albuquerque. Revisão técnica de José Augusto Guilhon Albuquerque. São Paulo: Graal, 1998

__. Microfísica do Poder. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979

Manual para o uso não sexista da linguagem produzido pelo Estado do Rio Grande do Sul.

RAMOSE, M; Sobre a legitimidade e o estudo da filosofia africana. Tradução: Dirce Eleonora Nigro Solis, Rafael Medina Lopes e Roberta Ribeiro Cassiano. In: Ensaios Filosóficos, Volume IV, out. de 2011.

Bibliografia de Simone de Beauvoir e Judih Butler.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir